Vinho encaixotado em Ámérica do Sul



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As vendas de vinhos brasileiros em embalagens Bag-in-Box (bolsa na caixa, em tradução livre) aumentaram mais de 11 vezes em apenas um ano. Em 2008, foram comercializados apenas 85,29 mil litros de vinho em Bag-in-Box (BIB). No ano passado, o volume saltou para 976,43 mil litros, um incremento superior a 1.000%, segundo dados apurados pelo Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin). “Atualmente, temos 86 vinícolas brasileiras vendendo vinho em Bag-in-Box”, informa o gerente de Promoção e Marketing do Ibravin, Diego Bertolini. “Pela praticidade, economia e segurança, esta embalagem desempenha um papel importante na democratização do consumo de vinho no Brasil”, destaca.

No Brasil, o Bag-in-Box tem uma história recente, de apenas cinco anos. As estatísticas oficiais, porém, só começaram a ser feitas em 2008. “Estimamos que, atualmente, já sejam produzidos pelo menos 2 milhões de litros de vinho em bag”, calcula Bertolini. “As empresas ainda não se acostumaram a informar esta nova modalidade de envase. Estamos apenas começando, tendo um futuro promissor pela frente”. Hoje, cerca de 1% do total de vinho engarrafado no Brasil é em BIB.

Conforme Bertolini, o grande benefício da BIB é conservar o sabor do vinho mesmo após aberto, por um período que varia de três (embalagens de três litros) à cinco semanas (cinco litros). A embalagem Bag-in-Box é feita de um saco de filme-plástico (poliéster flexível), acondicionado numa caixa de papelão, com uma torneira lateral. À medida que o vinho é retirado, no volume que o consumidor desejar, há uma retração à vácuo do saco plástico atóxico, impedindo a entrada de ar, o que garante sua perfeita conservação até o consumo total.

“Para quem consome um cálice diariamente, um bag de três litros atende perfeitamente à necessidade de aproximadamente três semanas, tempo de sobra nos prazos assegurados de quatro a seis meses de perfeita conservação”, ensina o enólogo Adolfo Lona. “A embalagem de cinco litros atende melhor a venda em copos em bares e restaurantes. A venda fracionada nesses estabelecimentos sempre enfrentou o dilema das sobras e conservação, motivos da rejeição ao sistema”, explica.

Mercado de Vinhos na América do Sul

Vinho no Brasil

  • As uvas brasileiras estão crescendo e a indústria vinícola iniciou em 1875.
  • O Brasil é o quinto maior produtor de vinho do hemisfério sul.
  • Quase 95% de todas as vinícolas brasileiras que produzem vinhos finos são empresas familiares.

Vinho na Argentina

  • Argentina é o quinto maior produtor de vinho no mundo.
  • Mendoza produz a maioria dos vinhos da Argentina.
  • Malbec é o vinho mais popular na Argentina.

Vinho no Chile

  • Chile é hoje o quinto exportador de vinhos do mundo, e o nono maior produtor.
  • Carménère é uma variedade de uva conhecida especificamente no Chile.


Varietal

White

Branco
Chenin Blanc
Muscat
Niagara Soave
Sauvignon Blanc
Torrontes

Red

Cabernet Sauvignon
Malbec
Merlot
Rosé
Shiraz
Sweet Red
Tinto

Label

Artina
Jota Pe
Miolo Seleção
Miolo Terranova
Vinho Reserva Amadeu
Casas Patronales
Frontera
Sonata

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